La nostalgia antropofaga va a teatro

Authors

  • Fabiola Ballarati Chechetto PEPGCOM | PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.13129/2281-8138/2026.0.73-87

Keywords:

Nostalgia, Imagery, Communication, Cross-culturalism, Theatre

Abstract

This paper explores how nostalgia could generate other possibilities of the imaginary if it were destabilized from its usual contexts. If nostalgia tested the interaction between cultures, could it evoke the power of joy as a life force? In the Borghian/Oswaldian aesthetics of the play Alegria é a prova dos nove an epistemological shift can be observed: an anthropophagic nostalgia. Would there be a feeling/thinking that, by “remembering” foreign aspects of the same culture and others, could agonistically “devour” differences to create other ways of being and saying? Nostalgia as fiction denotes simultaneous rootedness and uprooting (Cassin, 2024), joining multiple times in tension, like “Sacred Unity” (Bateson, 2006).  In anthropophagic nostalgia, all ‘devouring’ of otherness in time and space is activated so that the Dionysian can be reborn, with the unpredictability of nature's joy, in a convivial struggle that challenges the categories of the pre-scientific and the postmodern, taking advantage of an ecumenical (Berque, 2021) and ecosophical (Maffesoli, 2021) tension combined with an apollonianism of hyper-artificiality, currently in vogue but far from definitive

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Published

2026-01-26